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Rio Grande desenvolve importante projeto de acompanhamento para egressos da UTI Neonatal
Foto: Divulação/PMRG
Pedro Lucas Gondran Coutinho (três anos e dez meses) é uma das crianças atendidas pelo projeto do PIM. Na foto, também estão a Educadora Social e visitadora do PIM, Ana Cintia da Silva, e a irmã do Pedro, Brenda Janaina Gondran Coutinho (cinco anos)


A necessidade de oferecer um atendimento especializado às crianças egressas da UTI Neonatal incentivou a criação de projeto que visa dar assistência e  acompanhamento às famílias, viabilizado pelo Programa Primeira Infância Melhor (PIM), por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde de Rio Grande. Criado em 2007, o Projeto Egressos UTI Neonatal é voltado ao atendimento de crianças prematuras ou com lesões importantes no Sistema Nervoso Central (SNC).

Coordenadora do PIM em Rio Grande e à frente do projeto a partir de 2012, Daniele
Tavares Furtado explica que o PIM estabelece indicadores de desenvolvimento diferente para cada idade da criança, até os seis anos. “Realizamos o acompanhamento da criança que nasce prematura com um enfoque diferenciado em relação aos indicadores estabelecidos para crianças que nasceram em condições normais, de modo que essa evolução seja observada caso a caso”, destaca.

A captação destes recém nascidos é realizada ainda dentro do hospital, onde a equipe do projeto inicia o trabalho. Quando os bebês deixam a UTI Neonatal, o trabalho torna-se ainda mais personalizado. As visitadoras do PIM vão até a residência da família e buscam a adequação da criança ao lar. As condições do meio onde a criança viverá são analisadas e a família é incentivada a oferecer o melhor ambiente possível, dentro de suas condições, para o seu desenvolvimento. A visitadora realiza o trabalho de caráter pedagógico, explorando as dimensões sugeridas pelo programa utilizando os recursos do meio, como por exemplo, ao apresentar uma fruta, estará sendo trabalhada a relação cognitiva através do tato.

Outro parâmetro a ser analisado, com indicadores completamente diferentes dos convencionais, são os casos de bebês que nascem com as lesões no SNC. Para estas crianças, o trabalho é direcionado para metas e cuidados específicos. “A criança prematura deverá chegar ao primeiro ano conseguindo equiparar-se a uma criança que nasceu em condições habituais”, disse. “São os egressos da UTI  Neonatal com patologia os que mais nos preocupam, pois precisam de um acompanhamento mais intenso e específico.” Para isso, foram estabelecidas parcerias com entidades como a Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Rio Grande (Amar), a APAE e a Escola de Cegos José Álvares de Azevedo. “Nossos profissionais se inserem nessas instituições para buscar capacitação técnica de modo a poderem trabalhar melhor”, explica.

De acordo com Daniele, os primeiros resultados do programa são gratificantes. Uma das crianças, por exemplo, que é portadora da rara artrogripose múltipla congênita, conseguiu levantar o membro direito para tocar a mão da mãe. Um menino com paralisia cerebral está caminhando. “Estamos vendo resultados muito importantes na motricidade. E cada um destes pequenos avanços deixam as mães muito emocionadas”, comemora. Para ela, o principal resultado é a satisfação da mãe ao ver um filho conseguindo realizar um pequeno movimento, por mais simples que seja, como levantar a mão. “Além de trabalhar com todas as dimensões da  criança, vejo o fortalecimento do vínculo da mãe com a criança, que é o primordial, como o melhor resultado”, finaliza a coordenadora.

Atualmente o projeto, que já atendeu 28 crianças, assiste a 19 casos com diversas necessidades como síndrome de down, síndorme de west, artrogripose múltipla congênita e um caso de desnutrição. Do total de crianças atendidas, 36% apresenta ou apresentava alguma patologia. O projeto recebe ainda o acompanhamento de uma pedagoga e uma pediatra, mas está passando por reestruturação para a inclusão de novas áreas como a neurologia e a equoterapia.

Ficha Técnica
Título da experiência: Projeto Egressos UTI NEONATAL
Município: Rio Grande
Apresentadora do Trabalho: Daniele Tavares Furtado
Coautores: Helene Rodrigues e Carla Cornetet

18/07/2012
Fonte: 3ª Revista Cosems/RS
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