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Porto Alegre é a pioneira entre as capitais a implantar robusto projeto de regulação da saúde
Foto: Ilustração/CBR


Para o sucesso na administração de uma rede de saúde do porte de uma cidade como Porto Alegre é necessário que o gestor tenha acesso a todas as informações geradas por Unidades Básicas de Saúde (UBS), hospitais, redes conveniadas e outras dezenas de operações que mantêm o Sistema Único de Saúde (SUS) funcionando.

Elegendo o acesso total à informação de qualidade como meta, a Prefeitura de Porto Alegre, por meio da Secretaria de Saúde (SMS), iniciou em outubro de 2010 o Projeto de Modernização e Informatização da Rede de Saúde (Inforede), que está sendo responsável por uma revolução na gestão da saúde da capital servindo de modelo para todo o país.

A coordenadora do projeto, Gladis Jung, explica que o ponto de partida da proposta, desenvolvida em parceria com a Companhia de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre (Procempa), foi a composição de uma equipe de projeto constituída por técnicos da SMS e pela empresa de consultoria GSH, além da definição de iniciar-se pelo Complexo Regulador, o qual prevê a informatização de todos os serviços da Secretaria que envolvem processos de trabalho na saúde, conectando-os num só sistema. “Das 179 UBS do município, hoje 114 estão conectadas. Em 2010, eram apenas 26”, exemplifica. Gladis destaca ainda, o tempo recorde em que o projeto está sendo implantado, em apenas dois anos. “Foi uma atitude extremante corajosa e ousada dos secretários Carlos Henrique Casartelli e Marcelo Bósio, assumirem
tão importante tarefa num curto espaço de tempo”, elogia.

Para o sucesso do Projeto Inforede, uma série de investimentos precisou ser realizada, como a compra de infraestrutura de dados,  quipamentos, a aquisição do sistema AGHOS - em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SES) -, a conexão wireless das UBS e das Unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF), integradas ao Complexo Regulador da Secretaria. Além disso, ocorreu a capacitação de servidores próprios e da rede conveniada.

Gladis conta que ao longo de dez anos foram experimentadas diversas alternativas para que se realizasse a informatização na saúde  porto-alegrense, mas todas terminaram por fracassar devido à utilização de sistemas que não se comunicavam entre si. “Ao longo dos últimos anos a população cobrava da gestão municipal uma melhoria do acesso aos serviços. E a única forma de melhorá-lo era por intermédio do conhecimento das informações”, afirma. “O gestor só conseguirá tomar decisões eficazes a partir do momento que ele tiver conhecimento de todas as informações da rede de saúde do município.”

Integração com o Estado e sistemas próprios da rede conveniada

A partir de um Termo de Cooperação assinado entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Alegre, o sistema utilizado pela SES ficou disponível para uso também no município. Assim, foi possível uma integração das informações e o melhor aproveitamento dos recursos de saúde da capital, fazendo de Porto Alegre uma pioneira entre as capitais brasileiras a praticarum novo modelo de marcação de consultas, integrado à central do Estado, a partir de novembro de 2011.

A utilização dos sistemas reguladores inovadores faz com que atualmente possam ser identificadas as solicitações de internações de urgência e eletivas. Com base na pactuação entre Estado e Município, Porto Alegre recebe desde janeiro 2011, 100% das solicitações de internações de dez Unidades Prestadoras de Serviços, entre hospitais e clínicas conveniadas, com informações clínicas precisas, a partir do reenchimento
on-line do laudo de emissão de Autorização de Internação Hospitalar (AIH), conforme previsto no manual do SUS. Assim, o médico regulador avalia, a partir da consulta do mapa de leitos da cidade, o melhor recurso assistencial para o paciente.

A possibilidade da visualização das internações eletivas permite um melhor aproveitamento dessas solicitações para o cidadão porto-alegrense. Outra grande inovação que a SMS está prestes a implantar é a integração com os sistemas dos hospitais, entre eles o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, a PUC, o Instituto de Cardiologia e o Grupo Hospitalar Conceição, o que permitirá o completo controle dos leitos SUS no município, com 100% das internações reguladas e onde espera-se melhorar muito mais o acesso às internações dos cidadãos porto-alegrenses.

“Por meio de um controle efetivo, possibilitado pela informatização, atualmente não recebemos internações eletivas fora da pactuação estabelecida com o Estado. Agora, temos um controle melhor do acesso ao cidadão, tanto de Porto Alegre, como de outros municípios pactuados”, explica Gladis, enfatizando que já se pode notar uma diminuição no número de internações se comparados os dados de 2011 com os de 2010, com uma redução de aproximadamente 1,5 mil internações por mês.

Ficha Técnica
Título da experiência: O Impacto do Projeto de Modernização e Informatização da Rede de Saúde (Inforede) na Regulação do Acesso aos Serviços de Saúde em Porto Alegre
Município: Porto Alegre
Apresentadora do Trabalho: Gladis Jung
Coautores: Carlos Henrique Casartelli, Marcelo Bósio, Magliane Locatelli, Jorge Luiz Callay Della Flora, Luiz Carlos Alves, Nadine Streb, Tamyres Oliveira

19/07/2012
Fonte: 3ª Revista Cosems/RS
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