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Sobradinho mantém rede de cuidado permanente para o usuário de álcool e drogas
Foto: Divulgação/PMS
Dependentes químicos participam de atividades como oficinas terapêuticas em Sobradinho


Com a criação de seis leitos destinados a dependentes químicos no hospital geral de Sobradinho, o Sebastiany, deu-se início ao Projeto Rede de Cuidados aos Usuários de Álcool e Outras Drogas. Idealizada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a iniciativa visava à reestruturação da porta de entrada do usuário no Sistema Único de Saúde (SUS).

Há três anos, o dependente químico ia buscar ajuda para internação na Secretaria de Assistência Social do município. Cuidando apenas da parte social do problema, a secretaria tinha uma sobrecarga ao ter que gerenciar toda a demanda. A partir do projeto, as unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF) passaram a receber esse fluxo de acolhimento ao usuário de álcool e outras drogas, que hoje conta também com um grupo de apoio permanente.

A psicóloga da SMS Giansqui Tremea de Oliveira explica que ao procurar primeiramente uma unidade de saúde o usuário passa por uma avaliação médica e por um acompanhamento mais adequado, tendo a internação como último recurso. “Dentro da ESF é determinado o encaminhamento necessário para o paciente, que pode ser internação, medicamentos e indicação de participação em grupos de apoio”, explica.

As seis vagas disponíveis para internação no Hospital Sebastiany, sendo três para atender os municípios da 8ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), estão sempre preenchidas, conforme conta a psicóloga. O usuário pode ficar 21 dias internado e depois desse tempo ele é encaminhado ao grupo de apoio, o qual é aberto para a participação de todos aqueles que precisam de ajuda. “O grupo tem encontros semanais e recebe em média 15 participantes. Há também outro espaço, destinado aos familiares do dependente, que muitas vezes precisam de mais ajuda que o próprio usuário”, diz Giansqui.

Nas reuniões do grupo de apoio, são realizadas diversas atividades de integração, como oficinas terapêuticas, sessões de cinema, atividades culturais e educativas abertas à comunidade e acompanhamento ambulatorial na Atenção Básica. O projeto conta com uma equipe técnica
composta por psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, agentes comunitários de saúde, acompanhantes terapêuticos e médicos, além de promover uma integração entre as secretarias de Assistência Social, Educação, Saúde, a 8ª CRS e o Hospital Sebastiany.

Inerente à sociedade contemporânea, o problema do consumo de drogas, por mais que os esforços de todas as esferas públicas sejam constantes, ainda está longe do fim. Alguns usuários têm recaídas e acabam abandonando o tratamento. E, é justamente neste momento que o
projeto desenvolvido pela equipe da SMS de Sobradinho quer trabalhar de forma mais intensa. “As recaídas infelizmente acontecem. Mas o que fazemos é dar segurança para que essas pessoas saibam que elas têm um lugar para procurar ajuda”, pontua.

Dentro desta lógica, cria-se um vínculo com o usuário de álcool e drogas, em que agentes de saúde fazem um acompanhamento constante. Quando um usuário deixa de participar das atividades, como o grupo de apoio, por exemplo, é realizada uma visita a sua casa para verificar o que aconteceu e incentivar a volta dele ao tratamento. “O sucesso do projeto deve-se à comunicação entre as áreas e ao estabelecimento do sentimento de que o usuário vai ter as portas sempre abertas para receber ajuda. É apoiar e incluir esse dependente e não afastá-lo”, finaliza Giansqui.


Ficha Técnica
Título da experiência: Rede de Cuidados aos Usuários de Álcool e Outras Drogas
Município: Sobradinho
Apresentadoras do Trabalho: Gilda Teresinha Rathke, Giansqui Ângela Tremea de Oliveira e Luciana dos Santos Puhlmann
Coautor: Rodogério Cattelan Bonorino

20/07/2012
Fonte: 3ª Revista Cosems/RS
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