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Soluções simples e criativas auxiliam na ação de agentes comunitários com crianças em Candelária
Foto: Flavia Liane Goelzer/Divulgação
O corpo da mãe é usado como referência na medição da altura da criança


Quando se fala em ações de saúde voltadas para os pequenos é necessário pensar em formas criativas de envolvê-los, caso contrário a criança pode rejeitar o tratamento, gerando um desgaste tanto para ela quanto para o profissional de saúde. Buscando melhorar essa dinâmica de acompanhamento entre crianças menores de seis anos os agentes comunitários de saúde (ACS) da Secretaria de Saúde de
Candelária, por intermédio da Política da Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (EACS), desenvolveram soluções simples, de baixo custo e que se mostraram eficientes.

A busca para um crescimento e desenvolvimento com saúde para as crianças de Candelária é uma constante na vida dos agentes. A cada visita domiciliar, uma série de dados, como peso e altura, é coletada. Porém, a forma como esse levantamento era realizado acabava por parecer uma sessão de tortura para os pequenos, que sempre terminavam chorando.

Uma das dificuldades relatada pelos agentes de saúde era quanto à administração correta do sulfato ferroso, suplemento que visa evitar a anemia ferropriva. Muitas vezes a criança se debatia recusando a medicação. Para evitar esta situação, passaram a utilizar uma seringa de 10ml, disfarçada pela imagem de uma abelha feita em material de EVA. Assim, os agentes conseguiram acabar com o medo e a rejeição por parte das crianças.

A enfermeira e supervisora da EACS Líria Reis explica que este processo costumava gerar muita insegurança aos agentes, pois quando a criança rejeitava o sulfato ferroso, não era possível saber quanto da medicação havia sido ingerida. “Como havia essa incerteza, não se podia administrar novamente, para não haver a superdosagem. Agora, com a seringa, praticamente não há perdas. Além de o líquido ser ingerido pela criança, a figura colocada na seringa distrai”, diz.

Para pesar a criança de colo, hoje é utilizada uma banheira sobre a balança. Assim não é necessário usar o equipamento de suspensão, o que assustava muito os menores, conta Líria. Para medir a altura, outra etapa que havia resistência por parte das crianças, o corpo da mãe serve como referência e não mais a parede, ou seja, a mãe segura a criança próxima a seu corpo e a partir daí os agentes de saúde efetuam a medição. A próxima implementação será o uso de uma fita métrica enfeitada, na  qual as crianças poderão colar com velcro a figura de bichos para, assim, transformar a tarefa em diversão.

O projeto contará com o apoio de outro serviço da SMS. Serão os usuários do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)  que confeccionarão os enfeites das seringas de 10ml nas oficinas terapêuticas, que até aqui eram feitos pelos agentes. Líria conta que o cenário onde a criança fugia quando avistava o agente de saúde começou a mudar e a recepção hoje é amistosa. “Hoje elas correm para abraçar os agentes, pois os procedimentos não parecem mais uma tortura. Não tem choro e nem estresse”, finaliza.

Ficha Técnica

Título da experiência: Vivência do Agente Comunitário da Saúde com crianças menores de seis anos
Município: Candelária
Apresentadora do Trabalho: Líria Maria Reis
Coautores: Flavia Liane Goelzer, Adriane Melchior dos Santos, Ângela Cleonice de Vargas Souza, Maiara Bianca Haetinger, Tatiana Ristow, Rosa Eni Wagner, Diovana Winter, Janeice Knak, Agada Wegner, Tiesse Zuge, Josiane Inês Faber, Neuza Maria Pasa, Daiane Auler

21/07/2012
Fonte: 3ª Revista Cosems/RS
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