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Comunidade é beneficiada com Centro de Apoio à diversidade escolar
Foto: Tiago Pereira de Souza/PMCB
Educação e saúde se complementam no projeto interdisciplinar que inclui cidadãos e potencializa o seu desenvolvimento

Para suprir uma demanda não atendida de crianças e adolescentes com grandes dificuldades de aprendizagem ou deficiência, a partir de junho de 2012 foi implantado em Campo Bom o Centro Municipal de Apoio à Diversidade Escolar Albano Ivo Schuck (CEMADE). O objetivo da iniciativa é oferecer à comunidade campo-bonense um espaço de atendimento interdisciplinar e de produção do conhecimento, propiciando apoio para sanar essas dificuldades através das redes de educação e de saúde.

Segundo a assistente social do CEMADE, Daiane de Lima, o local oferece atendimento qualificado, acompanhamento clínico, acolhimento individual e a grupo de familiares e apoio matricial, com enfoque intersetorial que une saúde e educação. “O Centro possui servidores das áreas de psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, psicopedagogia e serviço social”, conta. Os profissionais atendem usuários com síndrome de Down, autismo, gagueira e transtorno global do desenvolvimento, com idades entre zero e 14 anos. O atendimento é feito aos usuários residentes em Campo Bom, encaminhados das redes de educação e de saúde, estudantes de escolas municipais, estaduais ou particulares, pacientes da Estratégia de Saúde da Família (ESF), do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e demais pessoas que chegam ao CEMADE de forma espontânea. Todos eles são acolhidos, passam por um processo caracterizado pela escuta qualificada e são orientados a realizar procedimentos relativos ao caso.

De acordo com Daiane, o serviço contribui para uma educação inclusiva que potencializa o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, com enfoque especial nos alunos com deficiência. As terapias são realizadas uma vez por semana, com duração de 45 minutos. Uma parcela das crianças utiliza o benefício do passe-livre para fazer o deslocamento em ônibus adaptado, enquanto a maioria é conduzida em carro particular da família.

De agosto de 2012 até maio de 2013, foram realizados 216 acolhimentos e, atualmente, 71 usuários estão sendo acompanhados, totalizando 1.262 atendimentos. Também foram realizadas 172 ações de apoio matricial, com foco na ampliação da competência e na capacidade das equipes das redes de educação e da saúde para lidar com os problemas clínicos e de apoio a 20 grupos familiares. Analisando os números, Daiane conclui que houve um aumento na oferta de atendimentos. 

A profissional ressalta a avaliação positiva da rede de ensino com relação ao CEMADE. Conforme pesquisa realizada em março de 2013 entre as escolas, 60% delas já percebem avanços nos alunos atendidos, dado considerado relevante, já que muitas das crianças têm menos de seis meses de atendimento e apresentam quadros clínicos complicados e de lenta evolução. Além disso, o índice de satisfação com as ações de matriciamento fica em 92,5% (escolas satisfeitas ou muito satisfeitas). O conjunto de dados aponta para uma iniciativa que vem se mostrando bem-sucedida, mesmo que ainda esteja em fase de implementação. 

O projeto, desenvolvido pelas secretarias de Saúde e de Educação, faz parte da Política de Educação Inclusiva, prevista no Plano Municipal de Educação 2009-2019. Na perspectiva de solidificar a sustentabilidade do serviço, a ação mobilizou a população para participar da Associação de Pais e Amigos do CEMADE (APAC). Daiane conta que, a partir dessa Associação, o Centro pôde contar com uma verba bimestral do Programa de Gestão Autônoma das Escolas Municipais (Progaem), além de possibilitar a participação do CEMADE em editais para captação de recursos. “Temos metas estabelecidas para o futuro: pretendemos diversificar as ações e ampliar o pessoal”, planeja.
 

Ficha Técnica

Título da experiência: A implantação de um Centro Municipal de Apoio à Diversidade Escolar no município de Campo Bom
Município: Campo Bom
Apresentadora do Trabalho: Daiane de Lima
Coautores: Andrea Juliana Flor Forell, Carla Juliana Monaco, Gabriel Francisco Oliveira, Roberta Gabriela Sales Duprat e Tiago Pereira de Souza

16/09/2013
Fonte: Revista COSEMS/RS 5ª edição
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