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Teatro ensina sobre saúde e aproxima moradores
Foto: Luciele Nawroski/PMCG
Equipes de saúde usam criatividade e aproximação para promover a prevenção de doenças entre a população

Conhecido como “a capital mundial dos gêmeos”, por concentrar, na localidade de Linha de São Pedro, 37 pares de gêmeos nascidos e descendentes dessa comunidade, Cândido Godói, na fronteira Noroeste do Rio Grande do Sul, tem uma população de 6.535 habitantes, conforme Censo Demográfico do IBGE de 2010. O município conta com duas equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF), uma atendendo a área urbana e outra a área rural. Segundo o secretário da Saúde, Jaime Welter, as equipes cobrem 100% da população. A percepção, no entanto, era de que poderia ser aprimorado o trabalho de prevenção de doenças, principalmente as crônicas não transmissíveis, como a hipertensão e o Diabetes Mellitus. “Nosso intuito sempre foi o de atuar com mais força na prevenção e no controle das complicações dessas doenças. Com isso, estamos evitando consequências terríveis para a vida dessas pessoas e ajudando o Sistema de Saúde como um todo”, explica Welter.

A partir daí, um grupo de funcionários do município desenvolveu o projeto “O uso de atividades lúdicas em grupos de convivência de hipertensos e diabéticos na Atenção Básica”, coordenado pela enfermeira Laís Pereira de Almeida. O teatro foi utilizado para aproximar as informações do público-alvo. “Avaliamos qual a necessidade da comunidade que iremos visitar e criamos peças teatrais para abordar essa realidade”, comenta Laís. “A partir dessa aproximação com os moradores, as informações sobre educação e prevenção em saúde são passadas adiante.” O conceito, segundo ela, é simples, pois a partir do momento em que os cidadãos têm esses momentos de educação em saúde, através das atividades desenvolvidas, passam a ajudar na prevenção das complicações das enfermidades a partir do autocuidado e do fortalecimento do vínculo entre as equipes de ESF e a população.

Preocupados com os altos índices de hipertensos no município – segundo levantamento do Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) são 1.390 casos de hipertensos e 190 casos de diabetes –, em 2012 foi criado o Grupo Hiperdia, com uma equipe multidisciplinar trabalhando diretamente com o problema. “Vamos até as localidades uma vez por mês. Além de assistirem ao teatro, as pessoas recebem avaliações de rotina em local próximo à sua moradia, melhorando a qualidade de vida. Isso representa um ganho, principalmente para os idosos, que têm dificuldades de locomoção”, ressalta Laís. Esse acompanhamento próximo às comunidades também diminuiu o número de consultas nas unidades de saúde, uma vez que grande parte das consultas de retorno servia apenas para revalidar receitas médicas, procedimento que agora é realizado durante as visitas e nos grupos de educação em saúde. 

A integração com a comunidade faz com que os agentes sejam cobrados sobre a presença das equipes de saúde e sobre a realização das peças. “Uma senhora deixou a comunidade do interior, onde morava, e passou a residir na cidade. Mas, sempre que sabe que a equipe vai até sua antiga localidade, ela pega carona conosco. Esse vínculo é muito importante para nossas ações”, conta Laís. 

Depois de assistir à peça teatral, o público é convidado a realizar a aferição da pressão arterial e dos níveis de glicemia, que são anotados na caderneta do hipertenso ou diabético. “A partir dessa caderneta, os agentes de saúde e o próprio paciente podem acompanhar se o tratamento está dando resultado”, diz Laís. Os primeiros resultados, segundo dados da Secretaria da Saúde, são animadores: houve uma queda de 12% nos  índices de hipertensos e de 6,4% no número de diabéticos. “Criar na população essa ideia de que a qualidade da saúde é dever de todos  e não apenas dos gestores, tem sido muito  importante. Com menos pessoas doentes, podemos investir muito mais na qualidade de vida da população”, finaliza Welter.

Ficha Técnica

Título da experiência: O uso de atividades lúdicas em grupos de convivência de hipertensos e diabéticos na Atenção Básica
Município: Cândido Godói
Apresentadora do Trabalho: Laís Pereira de Almeida
Coautores: Luciele Nawroski e Estela Balke Rossato

16/09/2013
Fonte: Revista COSEMS/RS 5ª edição
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