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Atividades desenvolvidas na água auxiliam no fortalecimento do afeto entre pais e bebês em Campo Bom
Foto: Divulação/PMCB
O projeto, que já está na segunda temporada, é sucesso entre os moradores de Campo Bom. Além dos pais e bebês, avós e padrinhos participam como espectadores

Criado a partir de pesquisa acadêmica desenvolvida em 2009, durante graduação no curso de psicologia, da técnica de enfermagem da Secretaria da Saúde de Campo Bom Alda Fiovaranti Brust, o Hidromami saiu do papel depois de dois anos, quando a ideia foi sugerida à Secretaria. A partir daí, foi formada uma equipe multiprofissional, contando com médico pediatra, psicóloga, nutricionista, enfermeira, técnico de enfermagem, educadora física e fisioterapeuta, para participar da elaboração do projeto final.

A iniciativa, baseada na pesquisa, trazia fundamentos que davam conta de que o vínculo estabelecido entre pais e filhos logo nos primeiros meses é capaz de auxiliar no bom desenvolvimento físico e mental das crianças. Assim, o Hidromami, que, de acordo com o que se propõe, é pioneiro no País, busca no fortalecimento das relações afetuosas, trabalhar promovendo a saúde nos primeiros meses de vida.

A equipe definiu que o projeto seria realizado entre outubro e abril, priorizando os meses mais quentes, e a faixa etária cobriria crianças dos dois meses até os seis meses e 29 dias. “A idade estabelecida foi uma forma de contemplar o período de licença-maternidade. Mas pais e mães podem participar juntos do projeto”, diz Alda. Além de estar dentro dessa idade, para fazer parte do Hidromami é preciso ser residente do município de Campo Bom e ter um encaminhamento médico, em receituário simples, após a avaliação do bebê.

No início, o projeto foi estruturado para abranger a rede pública, contemplando as crianças que fizessem parte do Programa da Criança do município. Com o tempo, devido ao sucesso da iniciativa, que contava com uma divulgação informal dos participantes, o público da rede privada passou a buscá-lo. Assim, a participação foi aberta também para as crianças vindas de convênios e particulares, desde que encaminhadas com avaliação do pediatra responsável. “Ampliamos porque a proposta do SUS é ser universal e gratuito”, explica. “Não podíamos excluir quem usa a rede privada, que desejava se inserir na rede pública para poder participar do Hidromami”

No dia 19 de outubro de 2012, se iniciaram as atividades do projeto, que passaram a ocorrer semanalmente às sextas-feiras, das 10h15 às 11h15, no Centro Aquático Frederico Silveira Nantes. Ao chegarem ao local, os pais são recepcionados pela equipe que verifica a carteirinha de vacinação do bebê e preenche a ficha de atendimento.

O trabalho dentro da piscina dura cerca de 30 minutos. “Desta forma evita que a criança fique cansada e haja exposição excessiva ao cloro”, diz Alda.

Na piscina, o trabalho se inicia com música para dar as boas-vindas aos participantes. Após, são feitas as apresentações e a equipe questiona o que os pais esperam do projeto. “Deixamos bem claro que o Hidromami não é natação”, fala. O projeto se desenvolve nas relações de troca. Não são apenas os profissionais da saúde que passam as informações, mas as experiências dos outros pais são valorizadas, segundo explica a idealizadora do projeto. “O Hidromami acaba por ser uma extensão das consultas médicas. Muitas vezes os pais têm vergonha de perguntar determinado assunto, mas no espaço coletivo ficam mais à vontade”, afirma.

Na sequência, são realizadas atividades psicomotoras com a utilização de tapetes d’água e brinquedos, sempre trabalhando todos os sentidos dos bebês. Nesta parte, se desenvolvem a confiança e a superação, já que muitos dos participantes têm medo d’água. Alda ressalta a adesão da família como um todo ao projeto. Além dos pais, que ficam na água com as crianças, há sempre um público expectador formado por avós e padrinhos. “Isso é saúde pública: poder conversar e ouvir um retorno do projeto”, diz. Segundo ela a atividade permite desenvolver a prevenção da saúde porque as dúvidas da família são esclarecidas no andamento das atividades.

Na primeira temporada, foram atendidas 52 crianças e na segunda, que se iniciou em outubro de 2013, cerca de 30 bebês. O Hidromami não tem um número máximo de vagas, porém, à medida que as crianças vão atingindo os sete meses, elas têm que deixar o projeto. “Essa foi a única crítica que recebemos: a delimitação da idade. Como no inverno há um recesso, tem crianças que não chegam a participar da experiência”, lamenta a psicóloga.

Devido ao tamanho da equipe e aos horários disponíveis para a utilização da piscina, ainda não é possível pensar nessa ampliação. O próximo passo do Hidromami é quantificar os resultados por meio das fichas de avaliação preenchidas pelos pais no fim de cada temporada. “Percebemos que há uma abertura maior para falar de comportamentos como, por exemplo, a criança que dorme junto com os pais e até o incentivo à amamentação”, aponta. “No entanto, essas conclusões ainda são muito baseadas em relatos.”

24/06/2014
Fonte: Revista COSEMS/RS 7ª edição
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