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“Canoas Viva” trabalha no enfrentamento e na prevenção ao consumo de álcool e drogas
Foto: Divulgação/PMC
Projeto trabalha com ações educativas, promovendo atividades como a gincana de prevenção às DST/Aids em escolas do município


Canoas, município localizado na Região Metropolitana de Porto Alegre, como toda a grande metrópole, vivencia problemas geradosa partir do consumo de álcool e drogas, como o aumento nos índices de violência e a falta de uma rede de tratamento adequada para atender aos usuários em recuperação. Há cerca de dois anos, como forma de buscar uma solução que atendesse a essas demandas, a Secretaria de Saúde, por meio da Diretoria de Políticas e Ações em Saúde Mental, em conjunto com a Secretaria do Desenvolvimento Social e a Secretaria de Segurança Pública e Cidadania, desenvolveu o “Canoas Viva”, projeto que objetiva trabalhar na prevenção ao uso de álcool e outras drogas e oferecer tratamento aos dependentes químicos.

A gerente do projeto Maria Beatriz Lagranha explica que esta política municipal, tanto de enfrentamento, como de tratamento e prevenção, era necessária para direcionar todas as demandas identificadas como reprimidas, em excesso ou mal direcionadas. “O tempo de espera para tratamentos de desintoxicação era longo e existiam demandas não atendidas para comunidades terapêuticas e internações judiciais”, conta.

Na parte do projeto que se referia ao estabelecimento de uma rede adequada de tratamento ao dependente químico, Maria Beatriz acredita que a política municipal desenvolvida com o “Canoas Viva” já cumpriu grande parte de sua meta. Atualmente a cidade conta com seis Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), sendo dois deles destinados a álcool e drogas, além de 35 vagas em comunidades terapêuticas e unidades para desintoxicação e 25 leitos em hospital geral, sendo 15 leitos para álcool e drogas e dez para pacientes com sofrimento psíquico. “Canoas é um do poucos municípios do Estado a contar com leitos para o tratamento de dependentes químicos em hospital geral”, destaca.

A qualificação dos CAPS, a discussão de casos com as unidades básicas de saúde (UBS) e o diálogo com o Judiciário e a comunidade, marcaram significativa diferença neste enfrentamento. Hoje, 85% dos pacientes atendidos nos CAPS AD (Álcool e Drogas) são usuários de crack.

O maior desafio do projeto é a prevenção, principalmente na população jovem, que é, de acordo com Maria Beatriz, a de maior vulnerabilidade aos riscos. Segundo o Censo de 2012 do IBGE, o número de crianças e adolescentes, com idade entre cinco e 19 anos, passa dos 80 mil em Canoas. A partir desse número, foi dado um foco maior no trabalho de prevenção do consumo de álcool e drogas dentro do projeto. Para isso, estão sendo mapeadas atividades oferecidas pela rede pública municipal e entidades da sociedade civil, buscando propiciar oportunidades de novos vínculos sociais e afetivos para crianças e adolescentes.

Estas informações integram uma rede de dados que pode ser acessada por meio de um serviço telefônico gratuito, o Disque Rede, que funciona com o número 0800-51-01234. Neste serviço, as famílias podem buscar atividades disponíveis próximas a sua residência e nos horários em que os jovens estão sem ocupação. “A ideia é manter a juventude engajada em iniciativas que a ajude desenvolver projetos de vida, mantendo-a, assim, afastada de ambientes que propiciem o consumo de álcool e drogas, afinal a vida é o maior barato,” aponta.

Ficha Técnica
Título da experiência: CANOAS VIVA – Programa Municipal de Prevenção ao Uso de Álcool e Outras Drogas e Tratamento ao Dependente Químico
Município: Canoas
Apresentadora do Trabalho: Maria Beatriz Würth Lagranha
Coautores: Lucia Elisabeth Colombo, Leandro Gomes dos Santos, Rosane Alves Kern, Marcio Acosta, Flávia Mariani, Luciane Oliveira, Lenita Andreazza, monitores do Grupo de Apoio aos Projetos Estratégicos (GAPE)

15/07/2012
Fonte: 3ª Revista Cosems/RS
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